Capítulo 5 - Briga entre amigos
Bruno e Raquel curtiram mais um pouco e ele deixou ela em casa.
- Promete que mesmo que o mundo for contra nós, você nunca vai me abandonar. - disse Bruno pegando a mão dela.
- Nunca vou te abandonar, seu bobo. - disse Raquel tocando o rosto dele.
Ele a puxou para um beijo, mas ela empurrou ele de leve.
- Aqui não! Vamos lá para dentro. - disse ela entrando em casa.
Os dois começaram com um beijo suave e aos poucos foi ficando intenso, ela puxou os cabelos dele com força. Bruno deitou ela no sofá e começou a beijar o corpo dela. De repente a porta se abriu e Joana flagrou os dois.
- O que está acontecendo aqui? - disse Joana muito irritada.
- Dona Joana me desculpa! Eu não tenho más intenções com a Raquel. - disse Bruno ajudando a namorada a levantar do sofá.
- Mãe! Eu não imaginava que você ia chegar assim sem avisar. A gente saiu e ele me trouxe aqui e a gente acabou se beijando.
- Sai daqui Bruno! Eu não quero ouvir mais nada, some da vida da minha filha. Eu te avisei Raquel, que queria você longe desse garoto.
- Eu não vou ficar longe dele! Eu amo ele mãe. - disse Raquel começando a chorar.
- Dona Joana a gente se ama. Mesmo que nossas famílias não aceitem, vamos lutar por esse amor. - disse Bruno olhando firme pra ela.
- Vão lutar como garoto! Vocês são menores de idade, você depende dos seus pais pra tudo. Parem com essa fantasia, pessoas como vocês não ficam juntos na vida real. Agora sai garoto, preciso conversar com a minha filha.
- Eu vou embora agora! Mas um dia eu volto e vou casar com sua filha, escreve isso. - disse Bruno dando um abraço em Raquel e saindo pela porta.
O clima entre as duas estava tenso, Joana estava muito decepcionada com a filha e tentou manter a calma na conversa.
- Senta aqui Raquel! Vamos conversar sobre essa situação. Eu como mãe estou aqui para te orientar. disse Joana sentando no sofá.
- Eu não sei se quero conversar mãe! Eu estou sofrendo muito com tudo isso. - disse Raquel controlando o choro.
- Raquel você tem que aprender como a vida é de verdade, você está se iludindo com esse garoto. No primeiro problema ele desiste e te larga sozinha. Ele ainda é um garoto imaturo, depende totalmente dos pais, não é só de amor que se vive minha filha. Escuta a sua mãe e desiste desse garoto e segue a sua vida. - disse Joana séria.
- Mas a gente se ama mãe, eu sei que ele vai lutar pelo nosso amor. Você nunca me apóia, acha que vai acontecer comigo, o que aconteceu com você. Eu não tenho culpa que meu pai te abandonou, você me culpa disso todo dia.
- Eu só quero o seu bem querida! Mas se você quer se iludir não posso fazer nada. Vou conversar com os pais desse garoto. Me passa o telefone do Bruno, quero saber onde ele mora.
Raquel mesmo contrariada passou o telefone de Bruno, ele ficou surpreso por Joana querer ir em sua casa e passou o endereço pra ela.
Joana chegou na casa de Bruno e foi recebida pela empregada Rose. Ela pediu para Joana sentar, que iria chamar Nádia. A empregada chamou Nádia e ela ficou surpresa ao ver Joana em sua sala.
- Posso saber o que você veio fazer na minha casa? - disse Nádia a olhando de cima abaixo.
- Vim falar dos nossos filhos! Quero que dê um jeito do seu filho parar de procurar a minha filha. - disse Joana firme.
- Meu filho é homem! Vai pegar garotas fáceis como a sua filha. Você que tire sua filha imunda de perto do meu filho.
- O seu filho que fica em cima dela. A minha filha se afastou dele e ele vive atrás dela. Você não fala isso da minha filha, eu não vou permitir isso. - disse Joana indo pra cima de Nádia.
- Não encosta em mim sua preta! Quero que você e sua filha sumam daqui e fiquem longe do meu filho. - disse Nádia botando o dedo na cara de Joana.
- Sua racista nojenta! Só não vou te denunciar porque não tenho testemunha e nesse país não tem justiça. A próxima vez que seu filho for na minha casa, vai ser expulso na paulada. Já está avisada. - disse Joana saindo pela porta.
Nádia pediu que Rose a acompanhasse até a saída. Joana saiu furiosa de lá, se sentiu humilhada por aquela mulher e odiava esse tipo de gente.
Raquel estava em casa preocupada com o que sua mãe poderia dizer a mãe de Bruno, ela já estava angustiada, quando ouviu a porta de abrir. Sua mãe entrou furiosa em casa.
- Se aquele garoto voltar aqui, vai levar uma surra! Eu não vou passar vergonha por sua causa Raquel. Vamos pra São Paulo, morar na casa da sua tia. Vou conversar com ela hoje e no meio da semana a gente vai.
- Eu não vou mãe! Eu não vou perder essa bolsa que foi difícil pra conseguir. Não suporto mais você querendo comandar minha vida.
- Eu sou sua mãe mocinha! Enquanto você for menor, mando em você. Vamos para São Paulo, você vai conseguir outra bolsa lá.
Joana foi para o quarto e Raquel ficou com muita raiva. O relacionamento entre as duas, estava cada vez pior. Era nítido que Raquel estava muito rebelde e faria algo muito errado. Ela estava distraída quando viu uma mensagem de Bruno que dizia para eles fugirem juntos, falava que a mãe tinha brigado com ele e que tinha ele de ficar com ela. Raquel quando viu a mensagem ficou alerta, pois ele a buscaria de madrugada.
Nádia estava preocupada com o filho e foi no quarto de Bruno.
- Você nem pense em fugir mocinho, estou de olho em você! - disse Nádia sem entrar no quarto do filho.
- Não vou fugir mãe! - disse ele voltando a guardar o dinheiro que tinha e algumas roupas em uma mochila.
Ele rapidamente colocou tudo na mochila e mandou uma mensagem pra Raquel ficar atenta. As horas passaram rápido e Bruno observou que os pais já haviam ido dormir, ele ficou um tempo na sala observando o movimento.
Raquel esperou sua mãe dormir, já tinha juntado umas roupas na mochila e pegado um dinheiro que ela tinha guardado e ficou na sala esperando Bruno vim com o táxi.
Quando Bruno chegou com o táxi, Raquel entrou rapidamente com medo de sua mãe acordar e ver ela saindo. Os dois deram um selinho e ficaram abraçados no táxi, o motorista estranhou os dois saindo de madrugada.
- Onde vocês vão a essa hora? Isso é hora de estar dormindo em casa. - disse o motorista intrigado.
- A gente vai em uma festinha de amigos. Coisa de adolescentes você sabe como é né. - disse Bruno olhando para o taxista.
- Já tive a idade de vocês e aprontava muito, mas cuidado porque hoje em dia é muito mais perigoso.
- Pode deixar vou ter cuidado, estou com minha namorada do lado, tem que proteger ela né. - disse Bruno dando um selinho em Raquel.
Bruno passou o endereço de Rafael para o taxista, ele tinha combinado de acolher eles em casa. Seus pais haviam viajado e só chegariam no fim do dia seguinte. No fundo Rafael acreditava que um dia teria uma chance com Raquel, mas não faria nenhuma trapaça para isso. Ele mostrou o quarto onde os dois poderiam dormir e pediu que não fizessem muito barulho, para que os empregados não desconfiassem. Os amigos eram muito unidos e prometeram sempre um ajudar o outro. Raquel foi na cozinha pegar água e Rafael que não conseguia dormir estava sentado na mesa.
- Oi Rafa! Não era pra eu ter vindo né, vai que alguém aparece e me vê aqui. Não repara a roupa é que costumo dormir assim e achei que não encontraria ninguém aqui. - disse ela envergonhada.
Rafael vendo ela com aquela camisola não conseguiu parar de olhar, ele estava contendo o desejo de beijar ela ali mesmo. Quando de repente teve uma reação por impulso e encostou ela na parede.
- Pode ficar a vontade aqui Raquel! Eu queria te falar uma coisa, mas não pode ser aqui. - disse ele se aproximando dela.
Raquel afastou ele suavemente e ele ficou constrangido.
- Rafa não confunde as coisas, nós somos amigos. Eu te adoro mais como amigo, se o Bruno me ver assim com você vai dar briga. - disse ela saindo da cozinha.
- Raquel vem aqui, vamos conversar! Me desculpe por ter se aproximado tanto de você na cozinha. É que eu te amo, desde que te vi. - disse ele alto.
Bruno que estava descendo a escada, acabou escutando o que o amigo disse e ficou muito bravo.
- Mas o que significa isso Rafael? Você está de olho na minha namorada. - disse Bruno indo pra cima dele.
- Você acha que ninguém vai olhar pra Raquel! Sua namorada é linda Bruno, quero ela pra mim confesso. - disse Rafa desafiando Bruno.
- Parem com isso gente! Somos amigos, eu já falei que entre a gente não pode rolar nada Rafael. - disse Raquel se colocando no meio dos dois.
- Vai pro quarto Raquel! Olha a sua camisola curta, fica lá que eu já estou voltando. - disse Bruno irritado.
- Eu não vou Bruno! Vocês não vão brigar. - disse Raquel preocupada.
Bruno foi pra cima de Rafa e lhe deu um soco que o fez cair, o amigo levantou e revidou com tudo. Rafa vendo Bruno no chão o chutou com força. Raquel entrou no meio e Rafa parou.
- Vocês parecem dois animais! Eu não vou ficar aqui, quero ir embora. - disse Raquel subindo para o quarto.
- Volta aqui Raquel! Vamos conversar, meu amor. Eu fiquei bravo dele dar em cima de você praticamente na minha frente. - Você não vale nada Rafael, nos ajudou para ficar com minha namorada. - disse Bruno revoltado.
- Eu não queria sentir o que sinto por ela, quando vi ela tão linda na minha frente só queria ter ela pra mim. - disse Rafa chateado.
- Eu não quero ouvir mais nada Rafa, vou falar com a Raquel. - disse Bruno subindo a escada rapidamente.
Ele chegou no quarto e Raquel estava deitada.
- Eu fui um grosso, meu amor! Deixa eu me redimir com você. - disse ele abraçando ela por trás.
Ela sentiu um arrepio quando sentiu o toque dele e Bruno sentiu que ela tinha ficado mexida.
- Para Bruno! Você sabe que eu não resisto ao seu toque. - disse ela se afastando um pouco.
O clima estava quente entre os dois, ele começou a beijar o pescoço dela e a tocar por cima da camisola. Raquel virou e ele puxou ela pra perto e a beijou intensamente, ele tirou a camisola dela e beijou seu corpo inteiro, fazendo ela gemer alto. Eles se entregaram intensamente, fazendo Raquel arranhar as costas dele com força. Bruno mordeu o corpo dela todo deixando algumas marcas. Depois deles se amarem, os dois adormeceram de conchinha.
No dia seguinte eles almoçaram na casa de Rafael e já fugiram para um lugar distante. O amigo prometeu que não ia contar para ninguém.
O casal pegou um ônibus e foi para o interior, eles estavam cada vez mais apaixonados e não iriam suportar uma separação. O dia passou rápido e a noite já se anunciava.
Joana estava louca atrás da filha e resolveu ligar na casa de Bruno, pois já tinha perguntado para todas as amigas dela e ninguém sabia onde a filha estava. Ela chegou na casa do Bruno desesperada e Nádia veio falar com ela.
- Você de novo por aqui! O que quer? - disse Nádia irritada.
- Minha filha sumiu e tenho certeza que está com seu filho. - disse ela olhando firme pra Nádia.
- Não é possível ele estar com sua filha! Deve ter dormido na casa de um amigo e não avisou. Meu filho não fugiria de casa.
- Pergunta para os amigos dele pra saber. Vou denunciar seu filho por ter levado minha filha. Vocês vão pagar. - disse Joana irritada.
Nádia fez vários telefonemas e ninguém sabia do Bruno. Ficou desesperada conversou com o marido e ele pediu para ela ir na delegacia para anunciar o desaparecimento dos dois, ele ia encontrar elas na delegacia.
As duas chegaram na delegacia muito nervosas e Gustavo tentou acalmar a situação.
- Temos que manter a calma agora. Vamos espalhar foto dos dois por todo lugar. Vamos deixar avisos nas rodoviárias, não devem estar tão longe. Aquele moleque vai ouvir quando eu encontrar ele. - disse Gustavo se alterando.
Joana estava muito nervosa com toda situação, só conseguia pensar se a filha estava passando por dificuldades, ela e Bruno eram muito jovens e poderiam passar por momentos difíceis.
Bruno e Raquel foram para uma praia e ficaram deitados na areia um olhando pro outro.
- Eu quero me casar com você Raquel. Dormir e acordar com você todo dia. - disse ele puxando ela para um beijo.
- Calma Bruno! A gente é muito novo ainda. Vamos nos conhecendo mais e se der certo a gente casa. - disse ela bagunçando o cabelo dele.
Os dois estavam distraídos, quando um policial abordou eles.
Será que os pais de Bruquel vão separar eles?
Continua....
- Promete que mesmo que o mundo for contra nós, você nunca vai me abandonar. - disse Bruno pegando a mão dela.
- Nunca vou te abandonar, seu bobo. - disse Raquel tocando o rosto dele.
Ele a puxou para um beijo, mas ela empurrou ele de leve.
- Aqui não! Vamos lá para dentro. - disse ela entrando em casa.
Os dois começaram com um beijo suave e aos poucos foi ficando intenso, ela puxou os cabelos dele com força. Bruno deitou ela no sofá e começou a beijar o corpo dela. De repente a porta se abriu e Joana flagrou os dois.
- O que está acontecendo aqui? - disse Joana muito irritada.
- Dona Joana me desculpa! Eu não tenho más intenções com a Raquel. - disse Bruno ajudando a namorada a levantar do sofá.
- Mãe! Eu não imaginava que você ia chegar assim sem avisar. A gente saiu e ele me trouxe aqui e a gente acabou se beijando.
- Sai daqui Bruno! Eu não quero ouvir mais nada, some da vida da minha filha. Eu te avisei Raquel, que queria você longe desse garoto.
- Eu não vou ficar longe dele! Eu amo ele mãe. - disse Raquel começando a chorar.
- Dona Joana a gente se ama. Mesmo que nossas famílias não aceitem, vamos lutar por esse amor. - disse Bruno olhando firme pra ela.
- Vão lutar como garoto! Vocês são menores de idade, você depende dos seus pais pra tudo. Parem com essa fantasia, pessoas como vocês não ficam juntos na vida real. Agora sai garoto, preciso conversar com a minha filha.
- Eu vou embora agora! Mas um dia eu volto e vou casar com sua filha, escreve isso. - disse Bruno dando um abraço em Raquel e saindo pela porta.
O clima entre as duas estava tenso, Joana estava muito decepcionada com a filha e tentou manter a calma na conversa.
- Senta aqui Raquel! Vamos conversar sobre essa situação. Eu como mãe estou aqui para te orientar. disse Joana sentando no sofá.
- Eu não sei se quero conversar mãe! Eu estou sofrendo muito com tudo isso. - disse Raquel controlando o choro.
- Raquel você tem que aprender como a vida é de verdade, você está se iludindo com esse garoto. No primeiro problema ele desiste e te larga sozinha. Ele ainda é um garoto imaturo, depende totalmente dos pais, não é só de amor que se vive minha filha. Escuta a sua mãe e desiste desse garoto e segue a sua vida. - disse Joana séria.
- Mas a gente se ama mãe, eu sei que ele vai lutar pelo nosso amor. Você nunca me apóia, acha que vai acontecer comigo, o que aconteceu com você. Eu não tenho culpa que meu pai te abandonou, você me culpa disso todo dia.
- Eu só quero o seu bem querida! Mas se você quer se iludir não posso fazer nada. Vou conversar com os pais desse garoto. Me passa o telefone do Bruno, quero saber onde ele mora.
Raquel mesmo contrariada passou o telefone de Bruno, ele ficou surpreso por Joana querer ir em sua casa e passou o endereço pra ela.
Joana chegou na casa de Bruno e foi recebida pela empregada Rose. Ela pediu para Joana sentar, que iria chamar Nádia. A empregada chamou Nádia e ela ficou surpresa ao ver Joana em sua sala.
- Posso saber o que você veio fazer na minha casa? - disse Nádia a olhando de cima abaixo.
- Vim falar dos nossos filhos! Quero que dê um jeito do seu filho parar de procurar a minha filha. - disse Joana firme.
- Meu filho é homem! Vai pegar garotas fáceis como a sua filha. Você que tire sua filha imunda de perto do meu filho.
- O seu filho que fica em cima dela. A minha filha se afastou dele e ele vive atrás dela. Você não fala isso da minha filha, eu não vou permitir isso. - disse Joana indo pra cima de Nádia.
- Não encosta em mim sua preta! Quero que você e sua filha sumam daqui e fiquem longe do meu filho. - disse Nádia botando o dedo na cara de Joana.
- Sua racista nojenta! Só não vou te denunciar porque não tenho testemunha e nesse país não tem justiça. A próxima vez que seu filho for na minha casa, vai ser expulso na paulada. Já está avisada. - disse Joana saindo pela porta.
Nádia pediu que Rose a acompanhasse até a saída. Joana saiu furiosa de lá, se sentiu humilhada por aquela mulher e odiava esse tipo de gente.
Raquel estava em casa preocupada com o que sua mãe poderia dizer a mãe de Bruno, ela já estava angustiada, quando ouviu a porta de abrir. Sua mãe entrou furiosa em casa.
- Se aquele garoto voltar aqui, vai levar uma surra! Eu não vou passar vergonha por sua causa Raquel. Vamos pra São Paulo, morar na casa da sua tia. Vou conversar com ela hoje e no meio da semana a gente vai.
- Eu não vou mãe! Eu não vou perder essa bolsa que foi difícil pra conseguir. Não suporto mais você querendo comandar minha vida.
- Eu sou sua mãe mocinha! Enquanto você for menor, mando em você. Vamos para São Paulo, você vai conseguir outra bolsa lá.
Joana foi para o quarto e Raquel ficou com muita raiva. O relacionamento entre as duas, estava cada vez pior. Era nítido que Raquel estava muito rebelde e faria algo muito errado. Ela estava distraída quando viu uma mensagem de Bruno que dizia para eles fugirem juntos, falava que a mãe tinha brigado com ele e que tinha ele de ficar com ela. Raquel quando viu a mensagem ficou alerta, pois ele a buscaria de madrugada.
Nádia estava preocupada com o filho e foi no quarto de Bruno.
- Você nem pense em fugir mocinho, estou de olho em você! - disse Nádia sem entrar no quarto do filho.
- Não vou fugir mãe! - disse ele voltando a guardar o dinheiro que tinha e algumas roupas em uma mochila.
Ele rapidamente colocou tudo na mochila e mandou uma mensagem pra Raquel ficar atenta. As horas passaram rápido e Bruno observou que os pais já haviam ido dormir, ele ficou um tempo na sala observando o movimento.
Raquel esperou sua mãe dormir, já tinha juntado umas roupas na mochila e pegado um dinheiro que ela tinha guardado e ficou na sala esperando Bruno vim com o táxi.
Quando Bruno chegou com o táxi, Raquel entrou rapidamente com medo de sua mãe acordar e ver ela saindo. Os dois deram um selinho e ficaram abraçados no táxi, o motorista estranhou os dois saindo de madrugada.
- Onde vocês vão a essa hora? Isso é hora de estar dormindo em casa. - disse o motorista intrigado.
- A gente vai em uma festinha de amigos. Coisa de adolescentes você sabe como é né. - disse Bruno olhando para o taxista.
- Já tive a idade de vocês e aprontava muito, mas cuidado porque hoje em dia é muito mais perigoso.
- Pode deixar vou ter cuidado, estou com minha namorada do lado, tem que proteger ela né. - disse Bruno dando um selinho em Raquel.
Bruno passou o endereço de Rafael para o taxista, ele tinha combinado de acolher eles em casa. Seus pais haviam viajado e só chegariam no fim do dia seguinte. No fundo Rafael acreditava que um dia teria uma chance com Raquel, mas não faria nenhuma trapaça para isso. Ele mostrou o quarto onde os dois poderiam dormir e pediu que não fizessem muito barulho, para que os empregados não desconfiassem. Os amigos eram muito unidos e prometeram sempre um ajudar o outro. Raquel foi na cozinha pegar água e Rafael que não conseguia dormir estava sentado na mesa.
- Oi Rafa! Não era pra eu ter vindo né, vai que alguém aparece e me vê aqui. Não repara a roupa é que costumo dormir assim e achei que não encontraria ninguém aqui. - disse ela envergonhada.
Rafael vendo ela com aquela camisola não conseguiu parar de olhar, ele estava contendo o desejo de beijar ela ali mesmo. Quando de repente teve uma reação por impulso e encostou ela na parede.
- Pode ficar a vontade aqui Raquel! Eu queria te falar uma coisa, mas não pode ser aqui. - disse ele se aproximando dela.
Raquel afastou ele suavemente e ele ficou constrangido.
- Rafa não confunde as coisas, nós somos amigos. Eu te adoro mais como amigo, se o Bruno me ver assim com você vai dar briga. - disse ela saindo da cozinha.
- Raquel vem aqui, vamos conversar! Me desculpe por ter se aproximado tanto de você na cozinha. É que eu te amo, desde que te vi. - disse ele alto.
Bruno que estava descendo a escada, acabou escutando o que o amigo disse e ficou muito bravo.
- Mas o que significa isso Rafael? Você está de olho na minha namorada. - disse Bruno indo pra cima dele.
- Você acha que ninguém vai olhar pra Raquel! Sua namorada é linda Bruno, quero ela pra mim confesso. - disse Rafa desafiando Bruno.
- Parem com isso gente! Somos amigos, eu já falei que entre a gente não pode rolar nada Rafael. - disse Raquel se colocando no meio dos dois.
- Vai pro quarto Raquel! Olha a sua camisola curta, fica lá que eu já estou voltando. - disse Bruno irritado.
- Eu não vou Bruno! Vocês não vão brigar. - disse Raquel preocupada.
Bruno foi pra cima de Rafa e lhe deu um soco que o fez cair, o amigo levantou e revidou com tudo. Rafa vendo Bruno no chão o chutou com força. Raquel entrou no meio e Rafa parou.
- Vocês parecem dois animais! Eu não vou ficar aqui, quero ir embora. - disse Raquel subindo para o quarto.
- Volta aqui Raquel! Vamos conversar, meu amor. Eu fiquei bravo dele dar em cima de você praticamente na minha frente. - Você não vale nada Rafael, nos ajudou para ficar com minha namorada. - disse Bruno revoltado.
- Eu não queria sentir o que sinto por ela, quando vi ela tão linda na minha frente só queria ter ela pra mim. - disse Rafa chateado.
- Eu não quero ouvir mais nada Rafa, vou falar com a Raquel. - disse Bruno subindo a escada rapidamente.
Ele chegou no quarto e Raquel estava deitada.
- Eu fui um grosso, meu amor! Deixa eu me redimir com você. - disse ele abraçando ela por trás.
Ela sentiu um arrepio quando sentiu o toque dele e Bruno sentiu que ela tinha ficado mexida.
- Para Bruno! Você sabe que eu não resisto ao seu toque. - disse ela se afastando um pouco.
O clima estava quente entre os dois, ele começou a beijar o pescoço dela e a tocar por cima da camisola. Raquel virou e ele puxou ela pra perto e a beijou intensamente, ele tirou a camisola dela e beijou seu corpo inteiro, fazendo ela gemer alto. Eles se entregaram intensamente, fazendo Raquel arranhar as costas dele com força. Bruno mordeu o corpo dela todo deixando algumas marcas. Depois deles se amarem, os dois adormeceram de conchinha.
No dia seguinte eles almoçaram na casa de Rafael e já fugiram para um lugar distante. O amigo prometeu que não ia contar para ninguém.
O casal pegou um ônibus e foi para o interior, eles estavam cada vez mais apaixonados e não iriam suportar uma separação. O dia passou rápido e a noite já se anunciava.
Joana estava louca atrás da filha e resolveu ligar na casa de Bruno, pois já tinha perguntado para todas as amigas dela e ninguém sabia onde a filha estava. Ela chegou na casa do Bruno desesperada e Nádia veio falar com ela.
- Você de novo por aqui! O que quer? - disse Nádia irritada.
- Minha filha sumiu e tenho certeza que está com seu filho. - disse ela olhando firme pra Nádia.
- Não é possível ele estar com sua filha! Deve ter dormido na casa de um amigo e não avisou. Meu filho não fugiria de casa.
- Pergunta para os amigos dele pra saber. Vou denunciar seu filho por ter levado minha filha. Vocês vão pagar. - disse Joana irritada.
Nádia fez vários telefonemas e ninguém sabia do Bruno. Ficou desesperada conversou com o marido e ele pediu para ela ir na delegacia para anunciar o desaparecimento dos dois, ele ia encontrar elas na delegacia.
As duas chegaram na delegacia muito nervosas e Gustavo tentou acalmar a situação.
- Temos que manter a calma agora. Vamos espalhar foto dos dois por todo lugar. Vamos deixar avisos nas rodoviárias, não devem estar tão longe. Aquele moleque vai ouvir quando eu encontrar ele. - disse Gustavo se alterando.
Joana estava muito nervosa com toda situação, só conseguia pensar se a filha estava passando por dificuldades, ela e Bruno eram muito jovens e poderiam passar por momentos difíceis.
Bruno e Raquel foram para uma praia e ficaram deitados na areia um olhando pro outro.
- Eu quero me casar com você Raquel. Dormir e acordar com você todo dia. - disse ele puxando ela para um beijo.
- Calma Bruno! A gente é muito novo ainda. Vamos nos conhecendo mais e se der certo a gente casa. - disse ela bagunçando o cabelo dele.
Os dois estavam distraídos, quando um policial abordou eles.
Será que os pais de Bruquel vão separar eles?
Continua....
Comentários
Postar um comentário